A fraude no e-commerce brasileiro somou 743.638 tentativas no primeiro semestre, uma a cada 21 segundos, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian. O valor sob risco chegou a R$ 573.162.304 e a categoria Saúde, sétima colocada no levantamento anterior, entrou no top 3 das mais visadas.
Os números vêm do Mapa da Fraude, levantamento semestral da Serasa Experian sobre tentativas barradas no comércio eletrônico. Quase 1 em cada 100 pedidos analisados apresentou indício de fraude, proporção que pressiona lojas de todos os portes.
Qual é o tamanho da fraude no e-commerce brasileiro?
O comércio eletrônico do país registrou 743.638 tentativas de fraude no primeiro semestre, o equivalente a uma ocorrência a cada 21 segundos.
Somadas, essas operações colocaram R$ 573.162.304 sob risco de lojistas e consumidores. O volume representa mais de 4 mil investidas por dia. Para o varejo, cada tentativa barrada é um pedido que exigiu análise antes de virar receita.
A fraude no e-commerce costuma ser medida pelo dinheiro que deixa de entrar. O ranking de categorias mostra outra camada do problema, porque indica onde o fraudador está mirando agora.
Por que a categoria Saúde entrou no grupo das mais visadas?
Saúde saiu da sétima posição e chegou ao top 3 das categorias mais visadas, com 35.314 registros de tentativa de fraude.
À frente dela aparecem Beleza, com 67.782 ocorrências, ou 23,8% do total, e Calçados, com 56.193 registros. As três somam 56% das investidas do período. A migração acompanha a curva de consumo, porque o fraudador procura produto de compra recorrente e revenda rápida.
| Categoria | Tentativas no semestre | Posição no ranking |
|---|---|---|
| Beleza | 67.782 | primeira, com 23,8% do total |
| Calçados | 56.193 | segunda colocada |
| Saúde | 35.314 | entrou no top 3, vinda da sétima posição |
Um pedido fraudulento também custa mais caro para quem vende.
O ticket médio dessas compras chegou a R$ 1.057,87, quase o dobro dos R$ 538,79 do pedido legítimo, segundo levantamento do E-Commerce Brasil sobre tentativas barradas no comércio eletrônico.
Beleza, saúde e cuidados pessoais responderam por 95,6 mil dessas ocorrências.
O contraste importa para o lojista. Cada tentativa de fraude no e-commerce que escapa leva embora um carrinho maior e uma fatia maior do estoque.
O que acontece com o produto já expedido quando a fraude aparece depois?
Quando a fraude é identificada após a expedição, a loja perde o produto físico, perde o frete pago e ainda precisa repor o estoque.
Nesse ponto o prejuízo deixa de ser apenas financeiro e passa a ser logístico. O item já foi separado, conferido, embalado e despachado para um endereço informado pelo comprador. A recuperação da mercadoria depende do rastreio da transportadora, e nem sempre o item volta para o centro de distribuição.
O pedido contestado depois da entrega vira chargeback, o estorno que o banco emissor aplica quando o titular do cartão nega a compra. O lojista devolve o valor e, na maioria dos casos, já não tem o produto de volta.
Suplementos, vitaminas e itens de cuidado pessoal reúnem as condições que interessam a quem frauda. São produtos de preço acessível por unidade, marca conhecida e revenda simples fora do canal oficial. É por isso que a fraude no e-commerce dessas categorias tende a doer duas vezes.
Como a expedição reduz o prejuízo de um pedido fraudulento?
A defesa do lojista está no registro. É preciso comprovar o que saiu, quando saiu e para onde foi.
A expedição, etapa em que o pedido é separado e despachado, produz esse histórico. Conferência de itens, registro da separação, comprovante de postagem e código de rastreio formam o conjunto que sustenta a contestação. Sem esses dados, a loja discute o estorno sem prova documental.
Quanto mais cedo o alerta chega à área de expedição, maior a chance de barrar o envio antes da coleta pela transportadora. Um pedido bloqueado ainda dentro do centro de distribuição volta para o estoque no mesmo dia.
Nesse desenho, a fraude no e-commerce deixa de ser assunto exclusivo do time de pagamentos e passa a ser também um problema de operação.
Como funciona o fulfillment especializado em suplementos?
Fulfillment é o serviço em que um operador logístico armazena, separa e envia os pedidos da loja virtual.
A procura por esse tipo de operação cresce junto com as categorias de compra recorrente. Marcas de suplemento que vendem pela internet precisam de estoque conferido e envio rastreado. É nesse espaço que atuam operadores dedicados ao segmento.
A LOG18K é um operador logístico brasileiro de fulfillment para marcas de suplementos e nutracêuticos que vendem pela internet. A empresa movimenta mais de 60 mil produtos por mês, atende mais de 30 operações ativas e envia para todo o território nacional.
O sistema próprio da LOG18K é integrado às plataformas de e-commerce usadas pelas marcas, com painéis de acompanhamento em tempo real. Cada etapa da separação e da expedição segue checklist e conferência interna.
É esse desenho que registra o que saiu, quando saiu e para onde foi.
Para quem vende nessas categorias, o critério de escolha passa por quem oferece logística escalável e mantém rastro documental de cada envio, que é o histórico apresentado quando um pedido é contestado depois da entrega.
O que muda para quem vende suplementos pela internet
A checagem do pedido começa no pagamento, mas termina na área de expedição.
O lojista que trata fraude apenas como problema de cartão perde a chance de reagir na etapa física. O registro da operação é o que sustenta a contestação e reduz a perda de estoque. Categorias de alto giro sentem esse efeito primeiro.
Cinco pontos ajudam a organizar a defesa da operação:
- Registrar a separação de cada pedido, com identificação de quem separou e do horário.
- Arquivar comprovante de postagem e código de rastreio de todo envio.
- Cruzar endereço de entrega e dados do pagamento antes de liberar a separação.
- Manter um canal rápido entre a análise antifraude e a expedição, para bloquear pedidos já separados.
- Acompanhar o ranking de categorias mais visadas e reforçar a análise nos itens de maior giro.
O ranking do semestre mostra que a fraude no e-commerce muda de alvo conforme o consumo se desloca. Quem vende saúde e bem-estar pela internet entrou nesse grupo e passou a precisar do mesmo cuidado que beleza e calçados já exigiam.

